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Profª. Drª. Ana Carolina do Nascimento Alves

 

Página Inicial - Clinica Veterinária Jardim Botânico

Os cachorros realmente se parecem com seus donos?

 

 

Outro dia uma cliente muito querida disse brincando que os donos eram a cara de seus cachorros. Então, eu também em tom de brincadeira, perguntei: - E eu que tenho quatro cachorros, com qual eu me pareço? E ela afirmou: - Com o Poita.

 

Realmente, pensei. O Poita Augusto é o meu cachorro mais próximo e o mais parecido comigo. Meu companheiro há 13 anos, meu vira latão, amigo que adotei quando sai de casa para morar sozinha pela primeira vez. Realmente eu sou a “cara” do Poitinha, ou melhor, ele é minha “cara”!

 

Esse assunto me inspirou a escrever sobre as recentes pesquisas a respeito do comportamento animal e a capacidade que eles possuem de imitar seus donos.

 

Os cachorros são capazes de aprender e guardar na memória ações que lhes foram ensinadas pelos humanos. Essa afirmação, que pode soar um tanto óbvia para quem tem ou já teve um cachorro, foi finalmente comprovada pela ciência. O estudo, feito por pesquisadores da Universidade Eötvös Loránd, na Hungria, foi publicado em julho de 2013 no periódico Animal Cognition. Este estudo relata que os animais domésticos, em especial os cães, têm o hábito de observar os donos tendo seu aprendizado influenciado por esses. Isso quer dizer que o convívio com os donos favorece sua capacidade de imitá-los e assim os tornam parecidos.

 

O estudo treinou oito cachorros para ver se verdadeiramente eles imitavam ou não o que seus donos faziam. Primeiro, os donos tiveram que fazer algo como enfiar a cabeça em um balde, ou andar em volta de um cone e, alguns segundos depois, davam uma ordem para seus cães os imitarem. O teste foi repetido 19 vezes, com tarefas diferentes (os cães tinham de imitar a ação em até 10 minutos depois que os donos a haviam feito). Em algumas situações, até levavam o cachorro para longe do cone (ou do balde). E, em todas as tentativas, os bichinhos refizeram os passos do dono, comprovando assim, que os animais imitam seus donos e acabam pegando até seus “trejeitos”, o que nos tornam parecido.

 

Outro estudo recente das Universidades de Tóquio e Kioto afirma que o melhor amigo do homem repete o bocejo do dono no mais novo exemplo de empatia canino-humana. Dessa maneira, nesta pesquisa colocaram na frente dos cães seus donos e pessoas estranhas bocejando, algumas de forma espontânea e outras forçadamente.

 

A ocorrência do bocejo contagiante foi significativamente maior durante o bocejo em si que quando o proprietário fingia abrir a boca de sono, afirma o estudo e o mais incrível é que os cães bocejaram mais freqüentemente quando observavam seus donos do que quando observaram uma pessoa estranha.

 

Comprovado que o cão realmente se parece com seu dono ou tenta parecer imitando seus gestos, deixo aqui registrado meu amor e gratidão pelo meu amigo Poita o qual tenho muito orgulho de ser parecida.

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